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Principais Doenças
Equinas
[Doenças
Comuns]
[ Doenças
de Pele]
[Odontologia
Equina]
Garrotilho, Gurma - adenite eqüina
Sintomas: Corrimento nasal
acompanhado de tosse; gânglios faringianos, sub -linguais,
submaxilares e proparotídeos aumentados, dificultando a respiração, podendo
asfixiar.
Lesões: abscessos contando pus cor creme na região faríngea; baço aumentado
com focos purulentos.
Material para exame: em geral não é necessário, pois é fácil o diagnóstico
pelos sinais clínicos.
Profilaxia: desinfecção dos boxes, baias, bebedouros, cochos e demais
instalações e vacinação.
Tratamento: isolar os doentes e manter em observação os suspeitos; vacinar.
Tétano
Sintomas: rigidez geral ou
localizada; "trismus" maxilares; narinas dilatadas cabeça distendida,
orelhas levantadas e aproximadas; cola erguida; olhos fora das órbitas;
locomoção dificultosa e febre elevada.
Lesões: não existem lesões típicas à necropsia.
Material para exame: pus ou raspagem das feridas contaminadas para isolamento
do germe pouco usado.
Profilaxia: desinfecção das feridas acidentais e cirúrgicas, notadamente a dos
membros, que devem ser protegidas com pensos; soro antitetânico; assepsia do
instrumental cirúrgico.
Tratamento: urotropina, antiespasmódicos e soro antitetânico em doses maciças;
a não ser no início da doença, isso é de pouco valor. Manter o animal
abrigado dos raios solares, chuva, barulho e outros agentes existentes.
Mal das cadeiras, tripanossomíase (t.equinum)
Sintomas: emagrecimento
progressivo, febre intermitente e remitente, paralisia dos membros
posteriores, que fazem deslocar os membros de um lado para outro quando o
animal troteia; progredindo a paralisia, o que obriga o animal a permanecer
em decúbito até a morte.
Lesões: nenhuma característica a não ser anemia e icterícia Material para
exame: esfregaços de sangue. Profilaxia: isolamento das áreas suspeitas;
sacrificar os doentes mais graves queimar os cadáveres.
Tratamento: quimeoterápicos específicos, porém com resultados duvidosos,
dependendo do estágio da doença.
Mal do coito, mal de faveiro-durina,
tripanossomíase (t. equiperdum)
Sintomas: excitação dos machos,
micções freqüentes, irritações da uretra, edemas nos genitais e inflamações
dos gânglios inguinais, placas de despigmentação na pele do períneo e órgãos
genitais. Nas fêmeas, a vulva e o úbere se inflamam, com placas de
despigmentação.
Lesões: as da anemia e as descrita nos sintomas.
Material para exame: esfregaços de sangue.
Profilaxia: isolar as áreas contaminadas e os reprodutores portadores.
Tratamento: quimeoterápicos específicos e desinfecção local com uso de
cicatrizantes.
Esponja, ferida de verão - habronemosa
Sintomas: três formas:
gástricas, pulmonar e cutânea; nas duas primeiras, poucos sinais clínicos;
na cutânea, granulações, obrigando o animal a coçar-se, a ponto de sangrar,
atraindo as moscas para novas instalações.
Lesões: as descritas nos sintomas.
Material para exame: fezes.
Profilaxia: combate às moscas, proteger as feridas.
Tratamento: na forma cutânea cirurgia e uso de produtos cicatrizantes.
Verminoses - helmintíases
Sintomas: perturbações
gastro-intestinais e circulatórias com mortalidade e emagrecimento, feze s
sanguinolentas, cólicas e anemias.
Lesões: catarro no intestino; intestino lesionado e com vermes; úlceras.
Material para exame: fezes.
Profilaxia: não criar em terrenos baixos, alagadiços.
Tratamento: uso de vermífugos.
Sarnas - acarioses
Sintomas: prurido intenso à
noite e nas horas mais quentes do dia; crostas na pele.
Lesões: depilação e túneis na pele.
Material para exame: raspado na pele.
Profilaxia: desinfecção rigorosa nas instalações e material de arreamento.
Tratamento: isolar os doentes, dar banhos com produtos químicos específicos.
Gasterofilose
Sintomas: ataca geralmente
animais invernados; se o animal começar a coçar-se com os lábios, língua e
dentes; emagrecimento progressivo, cólicas violentas, anemias, fraqueza e
hemorragia nos casos graves.
Material para exame: partes do tubo digestivo.
Profilaxia: limpeza rigorosa, desinfecção, combate às moscas.
Tratamento: complexo vitamínico: A D E+ B.
Raquitismo
Sintomas: distúrbios no
crescimento, magreza, articulações aumentadas de volume, pelos opacos,
defeitos nos aprumos e no andar.
Lesões: as descritas nos sintomas; ossos porosos; maior porosidade nas
extremidades.
Material para exame: não é necessário.
Profilaxia: alimentação balanceada, especialmente de sais minerais.
Tratamento: difícil recuperação nos casos mais graves; alimentação correta,
reforço de vitaminas A D E+ complexo B, ferro e sais minerais.
Cara inchada - osteodistrofia
Sintomas: progressivo
abaulamento dos ossos da face e aumento da espessura das mandíbul as
em ambos os lados da cabeça; ossos frágeis; fraturas.
Lesões: deformações dos ossos da cabeça.
Material para exame: sangue total não coagulado; soro sanguíneo; fezes;
forrageiras das pastagens; alimentos concentrados utilizados nas rações.
Profilaxia: rações equilibradas com relação apropriada de cálcio, fósforo,
volumosos à base de leguminosas (alfafa); reduzir as proporções de milho e
farelos de trigo ou de arroz; pastagens de gramíneas de leguminosas;
correção dos solos das pastagens (calagens); evitar pastagens alagadiças;
tratamento preventivo de verminose estruturas minerais suplementares com
sais de cálcio e vitamina D.
Tratamento: suspender rações de concentrados à base de milho e farelo de
trigo; fornecer fenos de leguminosas (alfafa); sais minerais para
estabelecerem boa relação Ca:P nas rações. A administração de Ca e P pode
ser injetável ou via oral.
Aguamento

Sintomas: congestão das mucosas;
respiração acelerada; edema nos membros; pulso acelerado; dificuldades de
andar; apóia os membros sobre os talões; cascos quentes e coroas inflamadas.
Lesões: as sintomáticas.
Profilaxia: boa higiene, alimentação. Tratamento: sangria, desferrar, soro
hidratante.
Doenças de Pele
Os fungos estão normalmente presentes no meio ambiente e na pele dos
animais com uma certa abundância, mas apenas algumas espécies apresentam
a capacidade, em determinadas circunstâncias, de causar doença.
Tradicionalmente, os problemas de pele nos cavalos não são considerados
situações particularmente preocupantes. Na verdade, alguns acabam por se
resolver espontaneamente sem qualquer tipo de tratamento, embora possa
demorar algum tempo. Outros, porém, tornam-se bastante críticos, quer
pela possibilidade de contágio ao homem, como é o caso da tinha
(infecção por fungos) e da sarna (infecção por ácaros, pequenos
parasitas da pele), quer
pela gravidade da doença propriamente dita e dos seus sintomas.

(Hipersensibilidade à picada das moscas)
Animais com prurido intenso, por exemplo, coçam-se
até no próprio arreio ou em qualquer superfície rugosa ou mesmo cortante,
provocando feridas que constituem uma porta de entrada para todo o tipo de
infecções.
Vamos agora debruçar-nos sobre algumas
situações que afectam a pele dos cavalos, começando pelas mais frequentes.
Os fungos estão normalmente presentes no meio ambiente e na pele dos animais com
uma certa abundância, mas apenas
algumas espécies apresentam a capacidade, em
determinadas circunstâncias, de causar doença (tinha ou dermatofitose).
Por essa razão, uma amostra de pêlos que revele a presença de fungos não é
necessariamente significativa. Por outro
lado, os fungos são agentes que facilmente se
instalam secundariamente quando outros factores danificam a pele, ou
mesmo quando o sistema imunitário se encontra enfraquecido, não sendo por vezes
a causa primária da doença.
Neste tipo de infecção por fungos
(dermatófitos) os animais afectados apresentam várias áreas de descamação e
alopécia (zonas sem pêlo), com ou sem prurido, não estando geralmente envolvidos
a crina e a cauda.

(Infecção por Fungos)
As situações de natureza alérgica são também
bastante frequentes, podendo ser causadas por alimentos, pelo contacto com
produtos químicos aplicados nas instalações, por medicamentos, por produtos de
limpeza ou insecticidas aplicados sobre os animais, por picadas de insectos,
etc..
As picadas das moscas são
precisamente uma das principais causas de reacções alérgicas no cavalo. Existe
uma grande variedade capaz de desencadear este tipo de reacções, mas as
Culicoides são talvez as mais frequentes. São moscas
extremamente pequenas (1 a 3
mm) mas de picada dolorosa, activas em tempo quente e sem vento (pois são fracas voadoras)
e alimentam-se desde o cair da noite até ao amanhecer. As larvas desenvolvem-se
em águas estagnadas. Apenas alguns cavalos desenvolvem uma reacção de
hipersensibilidade às suas picadas, havendo uma certa predisposição familiar. As
lesões
localizam-se na cabeça,
orelhas, peito, crina e base da cauda, podendo variar consoante a espécie de
Culicoides. O prurido intenso é o principal
responsável pelas lesões,
levando os animais a coçarem-se em qualquer aresta ou mesmo a morderem-se. Esta
situação tende a agravar-se ano
após ano, após uma aparente
melhoria durante os meses de Inverno, e não tem cura desde que estejam presentes
Culicoides.

(Infecção por Fungos)
O seu tratamento
passa, portanto, pelo
controlo destes insectos através do estábulo durante os períodos em que estes se
alimentam, do uso de insecticidas ou
repelentes, de redes para
mosquitos, e ainda pela administração de medicação apropriada de modo a eliminar
ou reduzir o prurido.
Outros agentes que podem
causar prurido intenso são os ácaros da sarna. Estes parasitas provocam lesões
com localização diferente consoante a
espécie a que pertençam: na
cabeça e pescoço, na base da crina e da cauda, ou nos membros, mas em fases
avançadas as lesões podem
espalhar-se a outras zonas.
Esta doença transmite-se por contacto directo e é contagiosa ao homem, embora
geralmente sem grande gravidade.
Certos animais desenvolvem
reacções inflamatórias superficiais em zonas brancas ou despigmentadas do corpo
(geralmente no focinho e na
extremidade dos membros). São
processos de fotosensibilização, associados geralmente à ingestão de certas
plantas ou a alterações do
metabolismo do fígado. Como
podemos constatar, situações aparentemente idênticas podem ter causas bastante
distintas.

(Fotosensibilização)
A base da cauda
coçada e sem pêlo, por exemplo, é geralmente um sinal de parasitismo intestinal,
mas também pode tratar-se de um caso de hipersensibilidade à
picada de insectos, alergia alimentar, sarna ou apenas um vício comportamental.
Mesmo depois do cavalo parar de se coçar ainda temos de
esperar um a dois meses até a
cauda voltar a crescer. Os tratamentos usados em dermatologia equina são muito
variados consoante a situação a
que se destinam, mas convém
não esquecer que tratar os animais pode não ser suficiente: o ambiente, as
camas, o material de limpeza, os arreios,
devem merecer atenção pois
estão muitas vezes implicados.
Quanto aos cavalos de
competição, fica também uma chamada de atenção: uma simples pomada, spray ou
qualquer outro produto aplicado sobre
a pele pode conter
substâncias que, ao serem absorvidas, poderão vir a ser detectadas mais tarde
nos testes de controlo antidoping.
Decomentado por:
Dr. João Paulo Marques
Odonto Equino
A odontologia eqüina é uma
área relativamente nova como especialidade veterinária. Proprietários,
treinadores e veterinários estão cada vez mais valorizando o exame e o
tratamento dentário, incluindo-os na sua rotina.
As principais razões pelas quais há grande necessidade dessa prática
são: Nós modificamos os hábitos e os padrões alimentares dos eqüinos
através da domesticação e do confinamento; nós freqüentemente
selecionamos animais para reprodução sem considerar problemas
relacionados à dentição; e nós exigimos cada vez mais de nossos cavalos
de performance, iniciando-os em esportes ainda jovens.

O papel do dentista na doma é essencial, pois o conforto promovido pelo
tratamento torna o trabalho do treinador e o aprendizado do potro mais
fáceis e menos estressantes, melhorando, por conseqüência, o resultado
final.
Cólica, queda na performance atlética e perda da condição física podem
estar diretamente relacionados à saúde oral do cavalo.
Os problemas mais comumente encontrados nos exames orais são:
1- Excesso de pontas de
esmalte.
Pontas dentárias, que em excesso, podem lesionar as bochechas e a
língua, causando dificuldade mastigatória e desconforto com o uso de
cabeçada e embocadura.
2- Maloclusão,
ou seja, uma relação anormal entre os dentes superiores e inferiores,
que pode causar formações pontiagudas, como excesso de pontas de
esmalte, bicos e ganchos e desnivelamento, como rampas e degraus nos
dentes.
3- Dente do lobo.
Este dente é vestigial, não tem função na mastigação, mas pode ferir as
bochechas, a língua, e/ou entrar em choque com o bridão, podendo ser
extremamente desconfortável.
4- Desordens de erupção.
Dentes decíduos (de leite) impactados são mais comuns do que se pensa, e
necessitam de extração, pois podem causar distúrbios na erupção dos
dentes permanentes, doença periodontal e dor.
5 - Fraturas dentárias.
Fraturas são comumente encontradas no exame da cavidade oral de cavalos.
Fraturas com fragmentos deslocados podem causar dor nas bochechas e na
língua, promover exposição e eventual contaminação da polpa dentária com
conseqüente doença endodôntica e formação de abscesso periapical.
É muito importante que se inicie os exames orais nos potrinhos o quanto antes,
pois algumas vezes podemos observar problemas que podem ser resolvidos quando o
animal é ainda jovem, prevenindo desordens que podem ser determinantes no seu
desenvolvimento, assim como em exposições e competições. O cavalo pode reagir ao
desconforto e à dor jogando a cabeça para o alto, balançando a cabeça, mordendo
a embocadura, com falta de apoio, dificultando manobras para os lados, ou de
qualquer outra forma que encontrar para rejeitar a embocadura.
Cavalos que estão em constante manutenção apresentam melhor mastigação e
digestão, aproveitando melhor o alimento e diminuindo o risco de cólica. Além
disso, há o conforto percebido na hora de montar.
O tratamento periódico, geralmente 2 vezes por
ano, é essencial para a manutenção da “saúde bucal” dos cavalos
pois as interferências causadas por anormalidades no desgaste dos dentes podem
interferir na saúde, na performance, no temperamento e na longevidade do seu
cavalo.
Enfim, a odontologia promove melhoras notáveis nos animais nos aspectos físico,
atlético, e porque não, psicológico criando condições para que o cavalo
desenvolva todo o seu potencial.
Fonte - Servetambiental
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