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Ferração
Na rotina do tratamento do seu cavalo não deve
esquecer-se dos cuidados a ter com os cascos, pois são essências para mantê-lo
saudável. Desde os seus primeiros anos o cavalo deve ser inspeccionado por um
ferrador de 6 em 6 semanas, mesmo que seja somente para aparar os cascos. Em
caso de o animal precisar de usar ferraduras, para tornar o trabalho mais
confortável, estas também deverão ser tiradas num período de 6 semanas para que
os cascos sejam aparados.
O dono do cavalo deve limpar os cascos pelo menos
um vez por dia e verifica-los assim como as ferraduras para, se necessário
contactar o ferrador. Deve também saber retirar uma ferradura solta para agir em
casos de emergência, deve fazê-lo do seguinte modo:
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Levantar o casco e, utilizando um saca-rebites,
cortar as pontas dos cravos que estão dobradas para fora;
►
Usar a turquês para separar a ferradura do
casco, começando do talão (atrás) para a pinça (frente);
►
Agarrar a ferradura a frente e arrancá-la com a
turquês puxando para trás.
Métodos de Ferração:
O cavalo pode ser ferrado de dois modos: a frio
ou a quente. Na ferração a frio a medida das ferraduras é a mesma da do casco,
podendo o ferrador fazer alguns acertos na sus forma. Apesar destas ferraduras
não ficarem tão perfeitas como as acertadas a quente, um cavalo bem ferrado a
frio fica melhor servido do que um mal ferrado a quente. Na ferração a quente a
ferradura, previamente aquecida é encostada ao casco; as desigualdades do corte
do casco que necessitam ser corrigidas antes de colocada a ferradura são
reveladas pela área chamuscada. Esta parte do casco pode ser queimada e pregada
sem que o cavalo se magoe pois não possui nervos.
Tipos de Ferraduras:
O material geralmente utilizado nas ferraduras é
o aço, no entanto podem ser feitas de outros matérias: de alumínio (usadas nos
cavalos de corrida dado que são mais leves); de plástico aderente (para cavalos
que não suportam os cravos). Existem também ferraduras ortopédicas ou cirúrgicas
utilizadas em casos de laminite e de doença do navicular.
As ferraduras de metal são mantidas no lugar por
placas triangulares – os arpões. Nas ferraduras das mãos é utilizado um único
arpão no meio à frente; as dos pés têm dois nos quartos. Os arpões dos quartos
evitam que a ferradura se desloque para os lados, permitindo que o ferrador
corte mais o casco à frente e recue um pouco a ferradura no casco; isto evita
que o cavalo bata com o pé na mão do mesmo lado.

Pitons ou Rompões:
Os pitons são colocados nas ferraduras para dar
uma maior aderência. São enroscados em buracos que são feitos nos talões das
ferraduras podendo ter várias formas: em bico para um piso duro e, para piso
mole forma quadrada. Quando o cavalo não está a trabalhar, os pitons devem ser
retirados e os orifícios devem ser preenchidos com um tampão próprio ou com
algodão.
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