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Raças Portuguesas
[ LUSITANO]
[ALTER-REAL]
[SORRAIA]
Lusitano
O
Lusitano faz-se notar como um vistoso cavalo de carruagem, bem como de sela.
Foi, em tempos idos, a montaria dos cavaleiros portugueses. É ainda o cavalo
favorito dos toureiros portugueses e, nesse papel, é treinado nos movimentos
mais avançados da Haute École. Nos últimos anos, tornou-se popular fora da
península ibérica e tem admiradores entusiastas nas Ilhas Britânicas, nos
Estados Unidos e principalmente no Brasil. Criação: A raça é, com feito, a
versão portuguesa do Andaluz, difícil de distinguir do modelo, embora seja
possível, em muitos casos, perceber ligeiras diferenças.
Características: Embora possa ter
pernas mais compridas que o Andaluz, aos olhos da maior
parte dos especialistas o inteligente Lusitano é tão bravo, tão rápido e tão
soberbamente equilibrado quanto o cavalo Es panhol.
Seus movimentos, naturalmente elevados, são espectaculares; e a agilidade,
surpreendente.
Influências: Berbere: A natureza
árdega, a bravura, força, robustez e grande agilidade.
Sorraia: Raça de base, ‘primitiva’, responsável pelo vigor e pela resistência.
Altura: Varia entre 1,52 e 1,62m.
Cores: Tordilho, Castanho, Alazão
Usos: Sela, Tiro, Touradas,
Adestramento, Shows
Alter–Real
(Sub-Raça)
Como
o nome surge, a raça Alter-Real foi criada para servir à realeza. Além do porte
majestoso, o cavalo ‘real’ devia ter índole e a movimentação ideais para a
escola clássica de equitação.
Criação:
A raça data de 1748, quando foi fundada pela dinastia de Bragança em Vila de
Portel, no Alentejo, Portugal. Em 1756, o haras transferiu-se para Alter. A
primeira coudelaria tinha 300 das mais finas éguas andaluzas levadas para
Portugal da região de Jerez de la Frontera, o mais famoso centro espanhol de
criação. Floresceu em Alter, fornecendo montarias para a corte. E a raça ficou
conhecida graças às apresentações promovidas em Lisboa. No começo do século XIX,
todavia, muitos dos cavalos se perderam ou foram roubados com o saque do haras
pelas tropas napoleônicas do general Junot. Em 1934, outros desastres
sobrevieram e culminaram com o fechamento dos estábulos reais. Uma reorganização
chegou a ser ensaiada sob D. Maria Pia, no fim do século, com a introdução se
sangue estrangeiro Inglês, Normando, Hanoveriano e, principalmente, Árabe.
Os experimentos foram mal sucedidos e a raça quase se arruinou. Foi salva pela
importação de cavalos Andaluzes. Os arquivos dos estábulos foram destruídos com
o advento da república (1910), e só em 1932 o Ministério da Economia tomou a
iniciativa de reconstituir a criação dos Alter-Reais.
Características: A despeito das vicissitudes por que a
raça passou, o Alter moderno virtualmente Andaluz outra vez, sobrevive como um
cavalo valente, de carácter físico peculiar e acção extravagante, vistoso,
altamente apropriada à Haule Ecole (Alta Escola). Dele descendem os
Mangalargas Paulista e mineiro, trazidos por D. João VI em 1807.
Influências: Espanhol: A grande coragem e o carácter
próprio, inconfundível.
Altura:
Entre 1,52 e 1,62m.
Cores: Marrom, Castanho,
Alazão.
Usos: Sela, Desportos,
Adestramento.
SorraiA
Acredita-se
que os primeiros cavalos domesticados na Europa tenham sido os da Península
Ibérica. Hoje descendentes desses equinos primevos, i.e., das raças fundadoras,
ainda podem ser vistos tanto em Portugal como na Espanha. Entre eles estão os da
raça chamada Sorraia, em muitos dos quais a cor e a conformação têm
extraordinária semelhanças com as do Tarpan e com o mais refinado Garrano ou
Milho, de raízes idênticas porém habitat mais para o norte, nos vales de Garrano
do Milho e Trás-os-Montes.
Criação: O Sarraia vivia
nos campos que ficam entre os rios Sor e Raia; e durante anos a famosa família
d’Andrade conservou uma manada deles em estado selvagem. É de crer, e já foi
dito que esses animais, depois de submetidos à poderosa influência dos cavalos
Berberes da África do Norte, tenham contribuído para o renomeado cavalo Espanhol
e, através do sangue difundido dessa estirpe, para uma variedade de raças
diferentes.

Características: durante
séculos, o Sorraia foi usado por vaqueiros locais e para
o trabalho agrícola leve Não pode ter sido considerado, a esse tempo um espécime
sobremodo atraente. Pois não obstante, e malgrado a cabeça pesada e a cauda
caída, conservou ele todo o vigor dos seus antepassados selvagens.
Influências: Tarpan: Na
raiz da raça, deu-lhe a excelência da compleição básica. Berbere: Melhorou os
movimentos, aumentou-lhe o tamanho e acrescentou o carácter fogoso.
Altura:
Varia entre 1,27 e 1,32m.
Cores: Cinza-Pardacento
Usos: Bravio, Leve
Trabalho Agrícola
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