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Web Designer:
Artur Batista
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Oração do Cavaleiro e do
Cavalo
Oração do Cavaleiro

Deus pai todo-poderoso, luz do Universo.
Vós que sois o criador da vida e de todas as coisas, concedei derramar
sobre nós, teus filhos, cavalos, cavaleiros e amazonas que aqui estamos,
as tuas bênçãos e a tua divina protecção.
Dai-nos Senhor:
-
A saúde e o vigor, para que possamos
competir com garra em busca da vitória...
-
A lealdade, para que busquemos o podium com
determinação e coragem, mas com respeito pelos nossos adversários, vendo
em cada um deles um amigo e um companheiro de jornada...
-
A prudência, para que não venhamos a nos
ferir no ardor da disputa...
-
A paciência, para que entendamos que a
vitória, símbolo do sucesso, é o resultado do trabalho árduo e deve ser
conquistada degrau a degrau...
-
A humildade, para façamos de cada sucesso
um estímulo para caminharmos sempre em frente e cada tropeço um
aprendizado de que pouco sabemos e é preciso aprender mais...
-
A gratidão, para que, no momento da
vitória, saibamos que a conquista só foi possível pelo trabalho e
dedicação de muitos, cavalos, pais, técnicos, tratadores, ferradores,
juízes, veterinários, motoristas e até o nosso...
Senhor, dai-nos também:
-
A bondade, para tratarmos nossos animais
com respeito, amor e atenção, jamais esquecendo de agradecer a eles pelo
trabalho realizado...
-
A generosidade, para que no futuro, quando
nosso inseparável amigo de tantos galopes da vitória estiver velho e
cansado, não mais podendo nos auxiliar nas conquistas, receba de nós o
amor e os cuidados para que possa terminar seus dias com dignidade e,
chamado por vós, galope feliz sentindo em seu dorso o nosso carinho e
nossa saudade, pelos verdes campos de tua divina morada...
Pai, dai-nos finalmente:
-
O patriotismo para que se um dia lograrmos
merecer representar o nosso pais pelas pistas de hipismo do mundo,
saibamos, como tantos outros, honrar o seu nome, sua gente e suas
tradições...
-
A virtude, para que jamais nos afastemos
dos nobres ideais do hipismo e para que antes de campeões, possamos ser
cidadãos de bem...
E a fé, para crermos que tudo vem de vós,
senhor do universo e nosso Pai eterno.
Que assim seja!
Oração do Cavalo
(Autor
desconhecido)
Dono meu:
Dá me, frequentemente, de comer e beber, e, quando tenhas terminado de
trabalhar-me,
dá
me uma cama na qual eu possa descansar comodamente.
Examina todos os dias os meus pés e limpa meu pelo. Quando eu recusar a
forragem, examina meus dentes e minha boca, porque bem pode ser que eu
tenha um problema que me impeça de comer.
Fala-me; tua voz é sempre mais eficaz e mais conveniente para mim, que o
chicote, que as rédeas e que as esporas.
Acaricia-me, frequentemente para que eu possa compreender-te, querer-te
e servir-te, da melhor maneira e de acordo com os teus desejos.
Não corte o meu rabo muito curto, privando-me do melhor meio que tenho
para espantar as moscas e insertos.
Não me batas violentamente e nem dês golpes violentos nas rédeas, pois,
se não obedeço, como queres, é porque ou não te compreendo ou porque
estou mal encilhado, como freio mal colocado, com alguma coisa nos meus
pés ou no meu ombro que me causam dor.
Se eu me assustar, não deves bater-me, sem saberes a causa disso, pois
bem pode ser o defeito de minha vista ou um proverbial aviso para ti.
Não me obrigues a andar muito depressa em subidas, descidas, estradas
empedradas ou escorregadias.
Não permaneças montado sem necessidade, pois prefiro marchar, do que
ficar parado com uma sobrecarga sobre o dorso.
Quando cair, tenha paciência
comigo e ajuda-me a levantar, pois, faço quanto posso para não cair e
não causar-te desgosto algum.
Se tropeçar, não deves por a culpa para cima de mim, aumentando minha
dor e a impressão de perigo com tuas chicotadas; isso só servirá para
aumentar meu medo e minha má vontade.
Procura defender-me da tortura do freio, não no trabalho, mas quando
esteja em descanso, e cobre-me com a manta ou com uma capa apropriada.
Enfim meu dono, quando a velhice me tornar inútil, não esqueça o serviço
que te prestei, obrigando-me a morrer de dor e privações sob o jogo de
um dono cruel ou nos varais de uma carroça, se não puderes manter-me, ou
mandar-me para o campo, mata-me com tuas próprias mãos, sem me fazer
sofrer.
Eis tudo o que eu te peço, em nome daquele que quis nascer numa baia,
minha morada e não num palácio, tua casa.
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